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segunda-feira, 5 de março de 2018

MARIDO, ROTINA E SUBMISSÃO

Sou submisso à minha esposa, que é minha DONA. Isso é um privilégio, pois permite que se viva a sensação de ser um submisso em todos os momentos.
É claro que existem momentos em que não podemos ser DONA e submisso, pois envolvem momentos de trabalho, sociais, com família, e mesmo com nossos filhos.
Nesses momentos devemos ser mais baunilhas, mas o sentimento presente de ser posse Dela sempre está comigo. Esse sentimento e desejo de serví-la é algo que mão me abandona, dá vontade de fazer tudo por Ela, sempre, para que Ela se sinta servida, amada.
Para esses momentos desenvolvi uma relação de sinais de mãos e gestos que permite a Ela me direcionar ao que ela deseja,  mesmo que seja por puro prazer, ou só para me deixar meio sem jeito ao executar algo, pois não tenho o direito de negar nada a Ela, apenas me concentro e realizo o que me foi mandado. Se for para ajoelhar no meio da rua, eu que disfarce e ajoelhe, se for para me calar, eu que engula o que estiver dizendo e me cale. Se for para me masturbar, eu que saia de fininho, ache um lugar e me masturbe (lógico que, sem gozar, pois é Ela quem diz quando posso gozar). E assim por diante,  rrsrsrs

O mais complicado nesse tipo de relacionamento, é a rotina. Essa "praga", é o problema de qualquer relacionamento, BDSM, baunilha, religioso, politico, empresarial etc etc.. Quando ela se institui, estabelece suas prioridades e vamos deixando as coisas mais frouxas, sem a devida importância /prioridade e quando se dá conta, esquece! E diz: "É a rotina".
Só que não...
Não podemos deixar isso acontecer, pois desejamos, sempre, experiências novas, limites explorados, barreiras e preconceitos rompidos! 
Não é esse o nosso objetivo? Não só como BDSMers, mas como seres humanos?
Eu sou submisso, e sempre me ponho nessa posição, pois é o que preciso fazer e o que me faz bem, realmente!


Não posso estar morrendo de tesão e "pegar a minha DONA num canto"  e deixar o meu tesão me guiar!!!Isso é me satisfazer, e minha satisfação deve estar em satisfazer a Ela e não a mim mesmo! 
Então, o que faço é falar que estou com tesão! Ou ao acordar com ereção, cutucá-la com meu pinto duro e esperar que Ela também deseje fazer amor comigo! Fora isso, é esperar e aguardar Ela mandar eu fazer amor com Ela! Esse período em que fico nessa espera, me é prazeroso, pois estou me guardando para Ela e respeitando seu desejo. Nesse momento, eu me sinto (e acredito que os submissos reais, também) se sentem os mais felizes dos seres humanos.
Nesses momentos, minha devoção explode e se torna a mais pura e completa possível.

Porém, existe um problema!
Se esse sentimento todo acontece, explode, e a rotina está dominando tudo, e minha Dona relaxou, deixando de lado sua Dominação sobre mim, baunilhizando o cotidiano, sinto-me abandonado e sem rumo, pois passo a exercer uma submissão sem direção, uma vez que a quem sirvo, não liga para meus atos, tornado-os sem sentido e desnecessários. Aí vem um problema único do BDSM! Nosso objetivo se perde. Passamos a não ter motivo ou significado.
Para não se perder, aí entra o amor existente em um casamento/relacionamento 24x7. As ações que devo tomar, passam a ter como objetivo esse amor, esse deixá-la feliz e satisfazê-la porque A amo e isso tem que bastar.
Desse modo realizo as tarefas domésticas e tento deixa-la confortável. 

Existe um problema com isso, pois, como somos uma família com filhos grandes (10, 18 e 20 anos) o correto é dividir tarefas com eles, e aí entra um problema constante! Nem sempre o fazem com vontade, deixando de fazer, ou mesmo realizando meio sem capricho. Daí vem brigas e etc para que cumpram devidamente suas tarefas! Porém, sempre me vem a sensação de se eu devo fazer tudo para que nem esses conflitos A incomodem? Ou devo priorizar a educação de nossos filhos? 
Essa rotina traz insatisfação e nervosismo, gerando muitas vezes brigas para corrigí-los, deixando a mim e principalmente,  Ela tristes! Ooooo dilema.
Ao realizar minhas tarefas, tento sentir minha submissão como mais importante, lutando para que não diminua ou perca intensidade, pois, muitas vezes, eu passo por dúvidas e afrouxamentos na condução de minhas tarefas, uma vez que, passaram a não ter mais a presença e força de Minha Dona Dominando-me, chegando até mesmo a me permitir não fazer algo um dia, ou mesmo me achar no direito de me indignar/reclamar se Ela me repreender se fiz algo errado.
Esse momento nos coloca em cheque conosco mesmo, e espero que minha Dona, aja como tal, sendo o ponto de equilíbrio e recuperação de minha devoção!
Ao pedir, por exemplo, que eu compre uma Coca Cola para quando Ela voltar do trabalho possa bebê-la, e eu responder para Ela mesma comprar, pois vai passar ao lado de uma mercearia e está chovendo, que Minha Rainha venha com a resposta "Ela mandou eu ir pegar e que assim seja feito, agora mesmo, pois essa é minha função e eu não devo questionar o que Ela manda, só executar"!
Ao estarmos vendo TV, a um programa que eu goste, e Ela mandar eu ir fazer algo para comer, ou varrer a casa, eu não pense que possa fazer depois, pois quero ver à TV, pois sei que se assim agir, Ela responderá que "não lhe importa meu programa e sim eu realizar o que Ela mandou".
Outro problema que a rotina traz é sobre o tesão! Se eu estou "subindo pelas paredes"(rsrsr) e Ela está numa fase mais tranquila, o que é normal, tudo que explanei acima vem à tona! E isso faz com que se transforme num tormento.
Mas, até que é simples, lidar com isso!
Para isso, vamos pensar nos motivos e etc do BDSM. 
Não desejamos, sempre, experiências novas, limites explorados, barreiras e preconceitos rompidos! Não é esse o nosso objetivo? Então! Como um casal, temos que dar e receber, momentos de agir e se calar. Se não fazemos algo em uma direção, podemos fazer em outra, pois não envolve sacrifício ou mesmo ir contra a natureza do momento.
Se o tesão está dessincronizado, o que deve ser explorado é o fator de Dominação e submissão, pois se nesses momentos a Dominação em geral e não a sexual for explorada, o tesão encontrará satisfação na plenitude da submissão, pois o uso do submisso terá atenção e intensidade, deixando em segundo plano o tesão acumulado e a necessidade de satisfação sexual dele. É a pura verdade quando digo que a satisfação de minha submissão é plena e completa com a realização cada vez maior de tarefas para minha Dona.
Portanto, se eu for SEMPRE  incumbido de tarefas por Ela, e for SEMPRE cobrado por isso, posso me sentir realizado e feliz, sem que a realização sexual se torne a coisa prioritária. Lógico que o subconsciente trabalha. 
Como hoje, acordei com uma ereção e meio melado com um belo precum, acredito que não gozei, pois não sou daqueles que gozo dormindo, mas não posso descartar a possibilidade de algum dia isso acontecer. Se a satisfação de ser útil existir e a DOMINAÇÃO estiver presente no dia-a-dia, a possibilidade de esse momento ressultar em gozo involuntário é mínimo. Ainda mais, se um período sem gozo, que a Rainha deve ter controle, for prolongado, outros métodos devem ser tomados. 
Para isso, é que é necessária a gaiolinha (cinto de castidade) em nós, além da sensação de poder constante da minha Dona sobre mim, principalmente em meu sexo, aumenta minha sensação de posse e de não me pertencer e dificulta a ereção e tal gozo. 
Se Ela não estiver a fim, abre coisas para o sub fazer, poderia ser até mesmo mandado lavar louça, re-arrumar Suas roupas, ou ficar sentado no chão, aos seus pés para acariciar seus pés (ou Ela a seus cabelos) ou ir servir de decoração no canto da sala ou quarto, ou mesmo de joelhos para se masturbar, aumentando o tesão e portanto, sua necessidade em serví-La cada vez mais (lembre-se, quanto mais tesão, mais um homem tende a ser submisso à sua Dona, principalmente em castidade forçada- cinto de castidade. 
Algo importante, também, mesmo que se deseja ficar quieta, é sempre encolerar seu submisso para que se firma a relação de submissão para com a Dona. Nunca dormir sem ser pelado, para se sentir vulnerável para ser usado sempre. E sempre ser repreendido e/ou castigado, quando algo que fizer não for do agrado de sua Dona. Tudo isso, ele deseja e o faz se sentir importante na vida da Dona, e não apenas de lado e esquecido.
O essencial para um submisso é se sentir sob a Dominação de sua Dona, sempre e o mais possível. Isso nunca permitirá que ele se desvie e sinta-se incapaz ou perder seu sentimento de plenitude em ser submisso. E além disso, permite não se deixar se impor a rotina num relacionamento por causa da ideia básica da relação de submissão e Dominação.

Tudo, só depende da atenção e dedicação de cada um,de cada parte de um relacionamento. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Dominação? Submissão?????

Algo engraçado ocorreu nesses dias e, sem mais nem menos, eu fiquei em dúvida e com a sensação de que a Dominação para a DONA de mim é uma rotina que exige ações constantes, mas que por Ela, desejaria que fosse mais leve. Explico:


Há alguns dias atrás (hoje é sábado 15/07/17), a RAINHA M estava com tesão, e, ao deitarmos, Ela me disse que quase fez uma entrega Dela com a coleira para que eu fosse o Dono dela.
Começamos a nos excitar, fazer preliminares, mas tive que me conter, pois, apesar de eu não estar mais aguentando de tesão e, mesmo Ela querendo, eu sabia que não poderia prosseguir, uma vez que Ela teve cólicas pós-menstruais fortes no dia anterior e um pouco ainda nesse dia, se eu continuasse, essas cólicas poderiam voltar com força. Isso sempre acontece nesses dias, depois que Ela goza forte, e a intensão, no final, é essa, gozar forte, rsrsrs. 
Mas, me deu um tesão enorme na hora. Esses momentos em que Ela se faz de submissa mexe comigo, rsrsrs, com minha libido. 

Em todas as últimas vezes que “brincamos” Ela tem me perguntado o que faria com Ela se voltasse a ser a Miau Morgana!
Na última vez me fez realizar que eu era seu Dono mesmo! Mal consegui me conter de tanto tesão. Mas, na hora final, Ela não se entregou de modo definitivo, pois respondia que Ela só se daria, quando Ela quisesse.
Só que, para mim, entrega de submissa é incondicional (dentro dos limites combinados), pois o Dono deve ter o comando de quando a usar e como.
A minha cabeça voa com as possibilidades de uso de uma submissa... mas, ficou na mesma, sem nada mudar.
Como já disse em um post anterior, para mim é difícil ficar variando entre Dono e submisso, pois acho que a entrega deve ser plena para que realmente se obtenha o resultado desejado. Não se limita apenas ao momento da cama, à uma cena, mas sim a um contexto, uma série de eventos e preparações para a cena e muito mais que isso, pois a entrega em si deve ser prazerosa, ou o controle, no caso contrário.

O que isso quer dizer? Na minha opinião é que Ela estar no comando a cansa e quer que eu, mesmo como submisso, tenha iniciativa sobre o tesão Dela, pois isso mostra que eu a quero!!!!!!!!!!?????

Aí, eu fico na dúvida, rsrsrs!!!!!!!!!??????????? Como assim??????!!!!!!????

Submisso tomando a iniciativa, é algo, no mínimo, meio complicado. Seria como uma prova de desejo por ela, uma prova que a amo, só que ao modo baunilha, dentro do modo Kink!!!!????
A demonstração de amor do submisso, está na própria submissão e da Dominadora no modo que dá a devida atenção ao submisso.
Então, tomar a iniciativa não é característica do dominado, o qual, na verdade deve se conter para poder atender às necessidades de sua Dona, Ela sim tem o comando e voz para tal e deve se sentir amada pela entrega submissa de alguém que a ama tão profundamente que se sacrifica a esse ponto.

De outro lado...

Ser Dono, de novo, da Miau Morgana, me dá o maior tesão. Mas isso não pode ser assim, de repente; pois, no meu caso, o Dominador tem que se superar ao submisso. Não me considero um Switcher, para fazer a troca sem maiores problemas.
Eu submisso amo a submissão. Eu Dominador, amo a Dominação.
Quando sou submisso, até adapto meu escrever a esta condição, sempre me refiro a Ela com letras maiúsculas e ao nome Dela com todas em maiúsculas, procuro o respeito e linguajar devido à minha condição. Ajo no dia-a-dia de modo recluso e subserviente, sempre ficando disponível e etc.
Quando estou Dominador, ao contrário, procuro sempre pensar na rotina de minha submissa para que essa submissa tenha utilidade e sempre reforce sua submissão, agindo de modo a ser direcionada para intensificar o meu prazer, assim como o dela, no momento oportuno.

E é assim que sinto quando sou um ou outro, não busco trocar a posição daqui um tempinho. Quando fiquei submisso nessa vez, após um bom período de Dominador, nos momentos de jogos entre nós, não consigo mais me sentir bem como Dominador e me esquivo de volta ao submisso. Parece que algo não encaixa.
Mas, nas últimas semanas, essa vontade de inverter, tem se tornado intensa pois sinto que a RAINHA M está hesitando e desejando realizar, só que tem receio. E isso, acredito se deve ao fato Dela estar se desmotivando para agir como KINK com maior intensidade e deseja tirar essa carga de responsabilidade de si. 


Só que, para se entregar, Ela também tem suas dúvidas, uma vez que envolve obedecer e sabe que vou exigir dela uma postura de disponibilidade e não rejeição. 
Dá trabalho também, rsrsrs. 
E muito!!!! Ela também sabe que a exploro muito e isso a mantem num tesão o tempo todo, fazendo-a ter os orgasmos mais fortes que normalmente, ou mesmo que quando Dominadora.
Sabe também que será punida e que levará umas chibatadas de vez em quando, ou mesmo vai ficar de castigo, quando desobedecer. Isso a incomoda, mas sinto que a excita também, por isso faço só de vez em quando e de leve, pois sinto que tem medo disso ser mais constante e forte, o que, na realidade não pretendo e nem é de mim, não sou agressivo! Gosto pois faz parte do jogo e da cena, assim como a comer depois de punir, pois Ela está em fogo para levar um cacete na bunda depois de apanhar um pouquinho.

Se fosse comigo, ou seja, eu apanhar, ser punido, eu gostaria que fosse mais intenso, não extremo, mas que houvesse a ação do punir de verdade, sem medo de machucar para que eu testasse e experimentasse isso, pois ser submisso é desejar saber seus limites de prazer e buscá-los. 
É algo, essa busca, que me dá tesão e que está difícil de rolar, rsrsrs.


Quero que se eu me tornar Dominador ou me mantiver submisso, seja intenso e forte.
Para ser Dono, quero que o tesão dela ao ser dominada, a fizesse implorar para gozar e eu só deixasse acontecer quando eu quisesse , tornando-o tão intenso e prazeroso para ela que me fizesse gozar forte também só em assistir seu prazer. E depois de horas, lembrar no corpo trêmulo e mole ainda, a força do amor de se entregar e de receber essa entrega para e por ambos. Isso ela já sentiu quando Miau Morgana e amava sentir.



Aliás, visto desse modo, parece até uma submissão de um Dominador, pois, querer o prazer da submissa como alvo principal de suas ações(!!!!), se isso não é uma forma de submissão, não sei o que mais seria, KKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!

Imagino e desejo profundamente que, esta noite, quando eu chegar em casa, aconteça uma das duas possibilidades:


1) Ela, me chame no quarto, me olhe profundamente nos olhos e com propriedade me mande ajoelhar e lhe confessar amor e servidão, após mande me despir e olhe o que é seu, reviste, e exija o que lhe agrade, puna o que não lhe agradou, e mande-me servi-la em algo que deseje, pondo-me desse momento em diante como seu real escravo, subserviente e obediente para seu prazer e comodidade. Diariamente me ordene realizar o que Ela deseja, o que Ela está com preguiça de fazer e etc, e me puna, treine, com a devida intensidade e constância que eu mereça.

2) Esteja no quarto me esperando, quase nua, de joelhos e com a sua coleira em mãos, e dizendo palavras e juras de subserviência e obediência aos meus caprichos, desejos e comodidade. Jurando obedecer-me e servir-me como sua gatinha ou o que quer que eu deseje que Ela seja. Beija minha mão, me dá a coleira para me apossar dela e a chibata para quando eu precisar.

É um sonho, quem sabe se realiza.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

DIFERENÇA BDSM X BAUNILHA ???

Sempre pensei no fato de que eu era Baunilha até pouco tempo atrás, e hoje gosto de ser um submisso de minha DONA, mas de onde veio isso?
Ao ler o texto abaixo percebi o que acontecia, pois a diferença de antes para hoje é sutil, foi só uma mudança de ponto de vista, pois ao se sentir mais profundamente algo como o amor à RAINHA M, pude sentir mais profundamente a necessidade de entrega a ELA. O texto abaixo, se refletirmos com essa visão, me trouxe à luz desse contexto, vejamos:

Achei estas “Normas de Comportamento” de uma submissa (e ela mesmo diz que é variável, pois cada casal deve formar seu próprio elo de comportamento, consciente ou inconscientemente. Vou destacar apenas a base da conduta e retiro os desdobramentos para colocar os meus comentários (com sua licença, Roberta de DOM RICK)

* A submissa deve ser interessada, fiel, verdadeira. Honrar a coleira que porta. Nunca envergonhando ou decepcionando seu Dono.
-Me digam se isso não é a base de qualquer relacionamento mesmo os Baunilhas? À exceção da coleira que pode ser substituída por uma aliança, por exemplo.
* A submissa tem que ter autocontrole,
-Autocontrole não é o que se espera de um companheiro(a)? Não implica em não ter opinião, mas sim em se controlar e expor suas opiniões de modo amável.

* A submissa deve assumir seus erros diante ao Dono, mas jamais voltar a cometer.
-O mesmo também é esperado de qualquer membro de um casal. Sinceridade!

* A submissa pode demonstrar suas opiniões, mas antes deve levar sua ideia ao seu DONO para serem aprovadas.
-Compartilhar um idéia ou opinião com seu companheiro(a) é algo esperado também em qualquer casal, se diferente, como pode-se seguir um caminho comum? Lógico no BDSM, as opiniões de um(a) submisso(a), são antes levados aos DONOS(a) para depois serem expostas. Mas, em um relacionamento Baunilha, quando divergimos de modo importante, também não conversamos com nossos companheiros(as) antes de qualquer coisa, para depois, com um senso comum, dizermos o que achamos? Divergências existem, mas são equacionadas para uma decisão comum.


* A submissa pode procurar pelo seu DONO quando tiver qualquer tipo de problema ou duvida.
-Suporte e carinho nas dificuldades. Cumplicidade!!! Não preciso dizer nada, não é?

* A submissa DEVE, antes de aceitar uma amizade de um DOMINADOR em suas redes sociais consultar seu DONO.
-Respeito, limites, mesmo que uma pessoa Baunilha não questione diretamente a seu par amoroso, ela, mentalmente seleciona as amizades que tem (virtuais ou sociais) de modo a não ferir ou desagradar de algum modo seu companheiro(a)


* A submissa DEVE, ao menor sinal de ciúmes ou crises levar ao seu DONO, seu questionamento de uma maneira gentil e educada.
-O mesmo do item anterior se se sentir desrespeitada ou magoada.


* A submissa pode falar da sua relação com suas amigas, mas sempre exaltando e enaltecendo seu DONO.
-Respeito e orgulho por seu companheiro(a) é o mínimo que se espera de qualquer relacionamento.


* A submissa DEVE estar sempre pronta a satisfazer seu DONO, suas vontades e desejos.
-De que adianta um companheiro(a) se o mesmo(a) não lhe quiser bem e que você seja feliz? De que adianta se nunca lhe realiza vontades e desejos?



* A submissa ao ser assediada por outro dominador, DEVE levar a questão ao seu DONO, antes de tomar qualquer atitude.
-Já comentei acima sobre o respeito e fazer sempre o que agrada mutuamente. Nesse caso, no Baunilha é o mesmo, pois quem gosta de ser traído? Se há um consenso entre os dois sobre um menage-à-trois, ótimo, se não é trair a confiança do companheiro(a).


* A submissa DEVE sempre consultar seu DONO a respeito de compromissos a serem marcados, pra que esteja sempre disponível quando ele desejar.
-Compartilhar a vida em comum é outra base em qualquer relacionamento.

* A submissa quando tiver qualquer questão a resolver com seu DONO, DEVE antes de trazer a questão perguntar se ele está com tempo disponível pra ela.
-Não adianta discutir nada de importante com alguém, se ele estiver envolvido com algo e sem condições de prestar atenção a algo que você deseja compartilhar em privado. Lógico, no BDSM, isso é levado mais ao limite.


* A submissa DEVE sempre oferecer seu prazer ou sua dor a seu DONO, suas lágrimas e seus sorrisos.
-Se uma pessoa ama e vai dedicar-se a viver com outra numa relação amorosa, então o compartilhar e aceitar o compartilhar do outro seria algo de natural, seja prazer, seja tristezas. Também lógico, no BDSM isso toma algumas esferas mais intensas e particulares.

* A submissa pode sentir desejo pelo seu DONO, mas só pode ter prazer quando ele determinar.
-De que adianta você querer fazer amor com alguém que, no momento não quer? Nada! É como uma punheta solitária com plateia de um. No BDSM (dependendo do acordo mútuo) é mais extremo com certeza, se uma submissa desejar fazer amor com seu DONO, ela pode comentar, mas depende de autorização DELE para dar prosseguimento. Numa relação baunilha, essa formalidade é desnecessária, mas depende da vontade de ambos com certeza.

* A submissa DEVE antes de postar qualquer imagem que a exponha em suas redes sociais ter a afirmação do seu DONO sobre a imagem.
-Já comentei antes no tocante a respeito e não magoar o outro, mesmo que a decisão ocorra apenas a nível mental e solitário.

* A submissa que PREZA e HONRA sua coleira, se comporta sempre da melhor maneira possível para agradar o seu Senhor, afinal ele é o bem mais precioso que ela possui na vida. Seu SENHOR é a VIDA dela, aquele que dá sentido em tudo. 
-Preciso comentar algo? Se mudarmos as palavras submissa por namorada, SENHOR por namorado e coleira por relacionamento ou aliança, leiam novamente e vejam como soa...

Submissa é posse, objeto, de seu Dono, respira e fala quando ele quiser. O Dono por sua vez disciplina, cuida e guia a submissa nesta entrega. Fazendo ela crescer, fortalecer, moldando e fazendo ela superar os seus limites.
Mais uma vez as responsabilidades entre os membros de um relacionamento.
- Submissa responsável pelo prazer, satisfação e felicidade de seu DONO.
- DONO responsável pela segurança, crescimento e felicidade de sua submissa.

RESPONSABILIDADE NAS RELAÇÕES

Depois da publicação do último post “TODOS FALHAMOS”, houve uma discussão sobre a intensidade (por assim dizer) da responsabilidade que resultaria na minha posição sobre o uso do tempo de resposta de um homem entre um orgasmo e outro, bem como ideias para usar isso em favor das nossas DONAS.
Havia, nesse post, a ideia de expor o que se passa com um homem no momento que se segue a um orgasmo e, principalmente, quando a idade vem avançando. Deste modo, pensar e compartilhar algo que ajudasse em qualquer relacionamento.
Sempre postei neste blog ideias sobre “Obrigações e Deveres” ou sobre “Direitos” de ambas as partes de uma relação, mais ainda citando a relação BDSM, mas também servindo para qualquer tipo de relação amorosa. Porém, nunca tive a intensão de polarizar a responsabilidade para apenas um membro da relação.
Qualquer relação é baseada em trocas e em responsabilidades, compartilhamentos e deveres mútuos. Quando mencionei no post que a ação poderia ser tomada pela DONA masturbando ou mandando que seu submisso se masturbe ainda no período logo após poucas horas do último orgasmo e criando um ciclo tentando se evitar e até mesmo viabilizar o retardo da fase apática ao sexo que passamos e a cada dia mais intensa e longa de acordo com o aumento da nossa idade. Desse modo, por uso contínuo do sexo, poderíamos talvez retardar uma suposta “impotência” (se assim posso chamar) com o avanço da idade.

Não quis, com isso, atribuir a responsabilidade de se evitar esse período apático às nossas DONAS, uma vez que se trata de um fator da vida do homem com mais idade. E muito menos tirar das mãos de nós homens tal responsabilidade por tal.
O que desejei é favorecer a relação pelo fato de nossas DONAS terem poder sobre nós e nos usarem com maior ou menor grau de sexualidade de acordo com as vontades DELAS. Nós, submissos deixamos com ELAS esse direito e deixamos com ELAS o controle sobre nossa vida sexual. Desejamos a ELAS sim, mas só ELAS podem nos autorizar a usar esse desejo. Isso fica mais evidente ainda para os que usam Cinto de Castidade.
De outro lado, se a relação não envolve esse tipo de Dominação, e o homem fica livre para poder exercer sua sexualidade quando ele quiser, uma série de negativas de sua mulher em momentos em que ele a deseja sexualmente pode frustra-lo e cansá-lo, ficando a sensação “ela nunca quer! Será que tenho algum problema aos olhos dela?” ou, “vou respeitá-la e esperar que ela me deseje”. E isso, logicamente o fará retrair-se para poder esperar novamente o momento certo. Nessa fase, pode-se virar acomodação e, como ele a ama intensamente e no período de apatia, o mesmo sentir que está atendendo às expectativas de sua mulher e, na verdade ela pode estar pensando o oposto, que “ela não está causando mais interesse para seu parceiro”. Ser humano é um bicho complicado mesmo, rsrsrrs
Não quis atribuir, muito menos, a culpa de uma andropausa com sua consequente diminuição de interesse sexual para nossas DONAS, mas sim, quis, através de uma característica da relação BDSM, a Dominação DELAS sobre nós, submissos, dar uma ideia de como e quando poderíamos jogar com mais intensidade com essa Dominação e força que emana DELAS, nossas DONAS e matar “duas cobras (no bom sentido, rsrsr) com uma cajadada só”, a manutenção do desejo presente e o prazer da relação de amor entre os parceiros.
As coisas na vida acontecem independentemente de nossas vontades ou ações, muitas vezes fugindo ao nosso controle, mas se nos atentarmos aos sinais que a própria vida nos dá, poderemos tentar nos antecipar a algumas “surpresas” que ela nos coloca e muitas vezes dribla-las.
Se existe uma característica particular entre um casal, porque não usá-la para o bem de ambos. Se, do mesmo modo, existe uma fraqueza entre eles, por que não entende-la e saber explorá-la em favor de ambos?
Ninguém quer ver o outro triste ou deprimido, ambos querem e buscam a felicidade mútua, então, por que não tomarmos cada um de nós, casal, a responsabilidade que nos cabe na construção da felicidade do outro.
Apesar de, num relacionamento BDSM, “o submisso ser posse de sua DONA”, isso não limita o poder a essa direção, mas sim, é um ciclo de direitos e deveres, uma vez que o submisso possui o seu direito ao livre-arbítrio, ele também tem o poder de direcionar a relação para onde ele deseja, pois é do submisso o direito de uso das Palavras de Segurança, é do submisso também o direito de escolher a quem se dar, bem como a DONA tem o direito de escolher a quem possuir. Mas, uma coisa com certeza não muda nunca, que é o respeito de um pelo outro, as responsabilidades que um tem em relação ao outro. Responsabilidades tanto físicas, como também o respeito mútuo.
Em um blog da submissa Roberta de DOM RICK, achei alguns textos interessantes (reproduzo o que achei mais interessante no próximo blog), mas uma frase me chamou a atenção:
“Submissa é posse, objeto, de seu Dono, respira e fala quando ele quiser. O Dono por sua vez disciplina, cuida e guia a submissa nesta entrega. Fazendo ela crescer, fortalecer, moldando e fazendo ela superar os seus limites.”
O que é isso senão as responsabilidades entre os membros de um relacionamento?
- Submissa responsável pelo prazer, satisfação e felicidade de seu DONO.
- DONO responsável pela segurança, crescimento e felicidade de sua submissa.
- Se tomarmos essas responsabilidades em forma ampla, qualquer relacionamento é assim! Mesmo os Baunilhas! Apenas diferem de um BDSM quanto à intensidade, pois a polarização da Dominação direciona de um modo e, num Baunilha, hora nos sentimos de um jeito e hora de outro, hora responsáveis e hora carentes, rsrsrs.

Temos compromissos um com o outro em qualquer relacionamento, só depende do quanto e de como os realizamos. Só não podemos sentir o peso de sermos responsáveis como algo penoso, e sim como o prazer de nos entregar a alguém.